no principo era o verbo
depois veio o credo... filho
da puta agora comemos- te
o cerebro
autonomico abstemio bloqueio
academicos antropofago
transformo formulas para genios
incredulo no teu deus
chama-me ateu
congenito gravito como
astros em cosmos
encefalicos
narrador da voz do diabo
agasalhado na mortalha do
teu desanimo
estalo o teu
cerebro como
um crepitaculo
liberto criancas envenenadas sem
trajecto espeto crapulas ignobeis
em estacas como dracula
impreciso no limpido num
mundo de ilusionismo
alisto mancebos em
pelotoes de iluminismo
mecenas protector de
vocabulos e dilemas
radioscopico nos
mais frangueis provoco
pleuras com
fonemas
medico surdos e
esquizofrenicos remendo e
cicatrizo intelectos paraplegicos
trago versos de distintos
universos para anemicos
atraio e quebro himens
com preliminares
metalicos
manifesto com sexo explicito para
cegos em procissoes transformo
estatuas em alucinacoes
nao sou teu servo se nao
entedem o que escrevo
nao tenho culpa marca
consulta filho da puta
iconoclasta de casta incognita
dono da vontade indomita no
hip pop sou ciclone tono
fusao em alta- tensao e
a tesao cognitiva levas
uma foda auditiva sem
encargos de iva
mente inteligivel fusivel nao
perceptivel para a mente reclusa
que recusa passar de nivel
nao ha tempo para
accoes meigas para
ameacar com seitas
filho da puta nao ha
tempo para brincadeiras